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VILA PROGRESSO

 

    Área: 3,51 km2
    População: 3371 habitantes (IBGE 2000)

    Tendo como vizinhos Cantagalo, Badu, Matapaca, Maria Paula, Muriqui e Jacaré, o bairro é cortado pela Serra Grande, onde as altitudes variam até 300 metros. Foi originado de uma fazenda, pertencente a ingleses, que ali se estabeleceram ainda no século passado. No início deste século, por volta de 1920, a fazenda foi desmembrada e o loteamento daí surgido recebeu o nome de Vila Progresso, cujo empreendimento foi realizado por uma construtora com vários sócios. A feição que então adquiriu o bairro, mantém-se até hoje: sítios com grandes áreas, vegetação preservada, vastos espaços... Se já não nos deparamos mais com a figura do tropeiro por suas ruas, é ainda pouco expressivo o movimento de veículos. Este movimento concentra-se, principalmente, na estrada Caetano Monteiro que, cruzando toda Região de Pendotiba, é a principal via de acesso ao bairro.

    Fazem parte da Vila Progresso as localidades de Grota Funda, Coração da Pedra e Açude. Na primeira, localizada no sopé da Serra Grande, encontramos jazidas minerais de quartzo e feldspato, numa área com vegetação bastante preservada, drenada por pequenos rios. No Coração da Pedra localiza-se a casa que pertenceu a Getúlio Vargas e que era usada para lazer nos finais de semana. O açude, ainda presente no local, localiza-se em propriedade particular e foi outrora pertencente a família Brígido Tinoco. Seu proprietário, antigo oficial da Marinha Mercante, construiu uma casa em forma de barco e pensava explorar turisticamente o local.

    No bairro localizava-se uma rinha de galos cuja freqüência era intensa em dias de função e que atraía aficionados de toda a região.

    Do loteamento original, um terreno foi cedido para criação de uma cooperativa de moradores, com finalidade de abastecimento de alimentos à preços subsidiados. Neste terreno, atualmente, encontra-se instalado o posto da Polícia Militar do bairro.

    Notável também era o presença do popular "Armazém do Zeno". Figura conhecida na região, o Zeno mantinha um caderno onde anotava as despesas dos fregueses e seu estabelecimento era ponto referencial para quem se movimentava pela estrada Caetano Monteiro.

Fonte: Niterói-Bairros - Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói - 1991